Profissão de Fé
No que cremos.
A fé católica em que está ancorada cada palavra que publicamos.
A Arca Católica não foi fundada para criar uma doutrina nova, nem para reinterpretar a antiga. Foi fundada para apresentar, com fidelidade e beleza, a fé que a Igreja Católica Apostólica Romana professa há dois mil anos. Esta página é o nosso compromisso público — tudo o que publicamos está em comunhão com o que se lê abaixo.
O Credo Niceno-Constantinopolitano
Esta é a profissão de fé proclamada pela Igreja desde os Concílios de Niceia (325 d.C.) e Constantinopla (381 d.C.) — recitada em todas as Missas dominicais ao redor do mundo, há mais de 1.600 anos.
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
O Cânon das Sagradas Escrituras
Reconhecemos como Palavra de Deus inspirada os 73 livros do cânon católico, fixado pelo Concílio de Roma (382 d.C.), confirmado pelos Concílios de Hipona (393) e Cartago (397), e solenemente reafirmado pelo Concílio de Trento (1546). Esse cânon inclui:
- Os 46 livros do Antigo Testamento, incluindo os 7 deuterocanônicos (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus), recebidos pela Igreja desde os Apóstolos através da Septuaginta — a versão grega das Escrituras Hebraicas usada por Cristo e Seus discípulos.
- Os 27 livros do Novo Testamento, os quatro Evangelhos canônicos, os Atos dos Apóstolos, as Cartas Apostólicas e o Apocalipse.
Cremos que a Sagrada Escritura é lida corretamente apenas dentro da Igreja, à luz da Tradição Apostólica e sob a orientação do Magistério.
A Tradição Apostólica
Cremos que a Revelação de Deus foi transmitida não apenas pela Sagrada Escritura, mas também pela Tradição viva da Igreja — o ensinamento, a vida e o culto recebidos dos Apóstolos e transmitidos fielmente até hoje (cf. Dei Verbum, 8-10).
Lemos a Escritura com os Padres da Igreja — Agostinho, Jerônimo, João Crisóstomo, Cirilo de Alexandria, Atanásio, Gregório Magno — e com os Doutores que a Igreja consagrou: Tomás de Aquino, Bernardo de Claraval, Boaventura, Teresa de Ávila, João da Cruz, entre tantos outros.
O Magistério da Igreja
Reconhecemos o ofício do ensino autêntico da fé entregue por Cristo aos Apóstolos e a seus sucessores — o Papa, Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, em comunhão com o Colégio Episcopal espalhado pelo mundo.
Aceitamos com filial obediência os ensinamentos do Magistério ordinário e extraordinário: os documentos conciliares (de Niceia ao Vaticano II), as Encíclicas Papais, e todo o depósito da fé transmitido pela Igreja.
O Catecismo da Igreja Católica
Tomamos o Catecismo da Igreja Católica (publicado em 1992 sob a autoridade de São João Paulo II) como referência segura e completa da doutrina católica. Toda nossa produção editorial é submetida ao crivo do Catecismo antes da publicação.
Os Sete Sacramentos
Professamos os sete Sacramentos instituídos por Cristo e confiados à Sua Igreja:
- Batismo — porta de entrada na vida cristã
- Confirmação (Crisma) — selo do Espírito Santo
- Eucaristia — Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, real e substancialmente presentes
- Penitência (Confissão) — reconciliação com Deus e com a Igreja
- Unção dos Enfermos — força e cura ao corpo e à alma
- Ordem — sucessão apostólica do ministério sacerdotal
- Matrimônio — união indissolúvel entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Cristo pela Igreja
Maria Santíssima e os Santos
Honramos a Bem-Aventurada Virgem Maria — Mãe de Deus (Theotokos), Imaculada Conceição, sempre Virgem, Assunta aos Céus em corpo e alma, e Rainha de todos os santos — com o culto de hiperdulia, distinto da adoração devida somente a Deus.
Veneramos os santos como amigos de Deus e intercessores, em comunhão viva conosco através da Comunhão dos Santos. Pedimos sua intercessão como se pede a oração de um irmão — não os adoramos.
Os Novíssimos
Cremos nos quatro fins últimos do homem: morte, juízo, céu e inferno. Professamos também a existência do Purgatório — estado de purificação para os que morrem em amizade com Deus mas ainda precisam ser purificados antes de entrar na visão beatífica — fundamentado em 2 Macabeus 12,46 e na constante Tradição da Igreja.
Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida eterna no Reino sem fim.
O que não fazemos
Não inventamos doutrina. Não interpretamos a Escritura por conta própria. Não misturamos espiritualidades incompatíveis com a fé católica. Não usamos jargão protestante, evangélico ou esotérico. Não fazemos sensacionalismo nem clickbait.
Se você abrir qualquer um dos nossos materiais e encontrar conteúdo que se afaste desse padrão, queremos saber. Escreva-nos em arcacatolicaoficial@gmail.com. Corrigimos. Pedimos desculpas. Republicamos.
Vinde em auxílio da minha falta de fé."
— Marcos 9, 24